Da Base para a Mesa
As negociações com a Caixa entram em momento decisivo. Há nova rodada nesta sexta-feira, 14 de agosto, outra prevista para o dia 19 e o acordo do Saúde Caixa termina em 31 de agosto. O calendário exige estratégia e mobilização.
A primeira proposta para o Saúde Caixa foi rejeitada — e precisamos avançar. Defendemos o fim do teto de 6,5%, a recuperação efetiva do custeio de 70% pela Caixa e 30% pelos usuários, transparência, prevenção, combate a fraudes e desperdícios, gestão eficiente e fortalecimento das GIPES.
Também estão em debate as condições de caixas e tesoureiros, PFG, PCS, funções, remuneração e condições de trabalho. A sobrecarga nas agências, com atendimento presencial e remoto simultâneo, precisa ser enfrentada. E a TI também precisa estar nessa discussão: carreira, reconhecimento, dimensionamento e condições de trabalho são questões de toda a Caixa.
Informar a base é necessário. Organizá-la para interferir na negociação é fundamental.
Não podemos esperar que o prazo pressione a categoria a aceitar uma proposta insuficiente. É preciso conversar nas unidades, ouvir os colegas e construir democraticamente um calendário de mobilização.
Se a Caixa não avançar, precisamos estar preparados para discutir todas as formas legítimas de pressão, incluindo assembleias, atos, mobilizações e paralisações.
Mobilização não nasce pronta. Ela precisa ser construída.
A força da negociação não nasce apenas na mesa. Ela nasce da base.
Diretoria de Saúde e Relações de Trabalho — APCEF/RS
Construindo o Bem Comum











