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02/06/2014

Porto Alegre sediou a 8ª edição do SENALE

Entre os dias 29 de maio e 1º de junho, aconteceu a 8ª edição do SENALE (Seminário Nacional de Lésbicas e Mulheres Bissexuais). A  APCEF em Porto Alegre foi a sede do evento, de acordo com sua missão, que é interagir com organizações que compartilhem o ideal de uma Sociedade justa e igualitária. O evento contou com a participação de 250 mulheres de diversos locais do país.

O SENALE é um espaço de interação político- pedagógico nacional construído por Lésbicas e mulheres Bissexuais no Brasil. A proposta do evento não é apenas discutir as políticas públicas direcionadas ao público LBT (lésbicas, mulheres bissexuais e mulheres trans), mas ir além:  propiciar o debate em torno dos sujeitos políticos e movimentos que constituem o SENALE,  possibilitando a construção de estratégias de enfrentamento à Lesbofobia, à bifobia e à transfobia; promover o fortalecimento das lutas, intercâmbio de experiências e o desenvolvimento de parcerias entre a rede de lésbicas, mulheres bissexuais e movimentos sociais, entre muitos outros debates.

A deliberação da realização do Seminário em Porto Alegre foi definida pelas redes nacionais - Liga Brasileira de Lésbicas (LBT), Articulação Brasileira de Lésbicas (ABL), Associação Brasileira de Gays, Lésbicas e Transexuais (ABGLT), Rede Afro LGBT, SAPATÁ, CANDACE e Marcha Mundial das Mulheres (MMM), com a participação do Coletivo Bill (MG) e Matizes (PI) a partir de acordo coletivo realizado durante o fórum Mundial de Direitos Humanos realizado em dezembro de 2013.


Credenciamento do evento


Segundo a coordenadora local do SENALE e servidora da Justiça, Ana Naiara Malavolta, a realização do evento na APCEF não poderia ser mais adequada: "Aqui temos uma entidade de trabalhadores, um espaço de luta. Elogiamos o acolhimento e o recebimento por parte de todos da APCEF."

O eixo central do SENALE é o combate ao machismo, ao racismo e lesbofobia. Naiara esclarece: "O machismo afeta a vida das mulheres e acarreta outros sistemas de controle sobre as nossas vidas, como: o patriarcado, a divisão sexual do trabalho e o sexismo; o racismo é estruturante e as discriminações relativas à orientação sexual são resultado de uma heteronormatividade imposta socialmente que acarreta violências e exclusões sociais. Os recortes servem para uma reflexão mais elaborada das formas de opressão que as mulheres  sofrem e suscitamos o debate da transversalidade, por exemplo, uma mulher negra e lésbica sofre as três formas de discriminação."

Durante a manhã, aconteceram as mesas temáticas e as rodas de diálogo. Pela tarde, foi a vez das oficinas auto-gestionadas e dos GTs de Trabalho. Ao final do dia, foram realizadas as plenárias deliberativas. Na quinta-feira, primeiro dia do evento, aconteceu a Marcha Lésbica Nacional, com concentração no largo Glênio Peres e caminhada por algumas ruas do centro, com chegada no espaço do Fórum da Democracia, no Térreo da Assembléia Legislativa, onde aconteceu uma mesa oficial de abertura do evento, reunindo autoridades locais, apoiadores de governos e movimentos sociais.

O SENALE (a partir da próxima edição, SENALESBI), trouxe importantes deliberações sobre o calendário de lutas (como as atividades entre 29 de agosto - Dia da Visibilidade Lésbica - e 23 de setembro - Dia da Visibilidade Bissexual - quando será realizada uma jornada de atividades) como também os debates dos espaços de poder, entre outros temas.

A Diretora da APCEF Claudia dos Santos avalia o evento: "Foi a primeira vez que participei do SENALE e achei o evento muito positivo. Tivemos uma ampla participação de mulheres jovens, o que garante a renovação do movimento e continuidade da luta; assim como também tivemos a participação de muitas mulheres bissexuais, o que trouxe um ganho para a discussão. Mais do que isso, acredito que esse é um embrião que vai trazer à tona a luta da visibilidade bissexual. Além disso, tivemos a possibilidade de firmar o compromisso de garantir a participação das mulheres trans lésbicas e bissexuais no próximo SENALE, o que é um indicativo que estamos abertas a avançar neste debate ainda mais."


GT discutindo o racismo, lesbofobia e outras faces da violência de gênero

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