| Olhos
para o campo
A produção
agrícola e pecuária foi prioridade no governo Olívio
Dutra.
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| A
colheita de grãos é recorde. |
A
agricultura familiar é assistida com crédito seguro. |
A agricultura
e a pecuária sempre foram o carro-chefe da economia gaúcha.
Mas estavam relegadas a segundo plano. No governo da Frente Popular, o
RS deu um salto na produção agropecuária. De 1995
a 1998, o PIB agropecuário cresceu 4,3%. Já de 1999 a 2001,
cresceu 23,8%. Um crescimento cinco vezes maior que no período
anterior. O crescimento do PIB agropecuário gaúcho também
ficou bem acima do índice nacional do setor, que foi de 16,9%.
A ênfase no setor foi dada à agricultura familiar. Nos últimos
três anos, mais de 150 mil famílias de agricultores familiares
do estado foram atendidas com crédito subsidiado. Uma das novidades
na agricultura foi o retorno ao financiamento do custeio e da comercialização
do trigo, cultura que estava desassistida há dez anos. Em três
anos e meio, foram concedidos financiamentos de R$ 54 milhões à
produtores de trigo, gerando um aumento de 131% na produção.
O governo da Frente Popular também implantou o seguro agrícola,
uma reivindicação histórica dos trabalhadores rurais.
Com as perdas da safra de 2001, o seguro agrícola beneficiou 25.561
agricultores familiares.
Outro ponto de honra do governo de Olívio Dutra foi a realização
de uma reforma agrária estadual. Foram beneficiadas com acesso
à terra 5,3 mil novas famílias de trabalhadores rurais sem
terra. A título de comparação, nos 20 anos anteriores
foram assentadas 6,8 mil famílias. Estas, já assentadas,
também foram assistidas através de obras de infra-estrutura,
crédito e programas de geração de renda. Foram investidos
até agora R$ 110 milhões nos assentamentos.
Outros
avanços
Até mesmo
a segurança, alvo de críticas sem fim, teve mais investimentos.
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As
mudanças com o governo de Olívio Dutra não
se restringiram ao incentivo à indústria local e
à agropecuária. O governo petista preocupou-se em
promover um desenvolvimento sustentável. Não foi
à toa que foi criada a Secretaria Estadual do Meio Ambiente,
que implantou diversos programas de preservação
e recuperação. Graças a ações
de florestamento e reflorestamento, o RS é o único
estado brasileiro que conseguiu reverter a curva de desma-tamento.
No setor energético, a política de planejamento
e os investimentos realizados, permitiram o aumento da oferta
de 46% de energia elétrica. Assim, o RS foi salvo do apagão
que causou prejuízos econômicos e transtornos em
todo o país. Também foram implantados projetos alternativos
de geração de energia, como o programa de Biomassa,
na metade sul do estado. A elaboração de um mapa
eólico também aponta para a possibilidade concreta
de produção de energia a partir do vento. |
A
Uergs já está em operação em 21 municípios |
Além
da criação de postos de trabalho devido ao crescimento da
indústria e da agricultura, o governo Olívio Dutra também
implantou projetos como o Programa de Qualificação Profissional,
que, em três anos, ofereceu 552 mil vagas em 461 municípios.
Diante do grave problema de desemprego enfrentado em todo o país,
a região metropolitana de Porto Alegre foi a que apresentou a maior
queda entre todas as pesquisadas pelo Dieese. Enquanto a taxa de desemprego
aqui é de 15,9%, na região metropolitana de Salvador, por
exemplo, ela chega a 28%.
As áreas sociais receberam 36% a mais de recursos no governo Olívio
Dutra em comparação com o governo anterior. Foram R$ 10,9
bilhões entre 1999 e 2001 contra R$ 8 bilhões em quatro
anos do governo do PMDB (valores corrigidos pelo IGP-DI para março
/2002). Enquanto no governo Britto, 34 hospitais foram descredenciados
do SUS, com uma perda de 1.351 leitos, no governo atual, foram recuperados
410 leitos para o SUS. O SUS do RS tem hoje a melhor avaliação
do país entre os usuários.
A educação também recebeu um aporte maior de recursos:
R$ 7,2 bilhões de 1999 a 2001 contra R$ 6,1 bilhões de 1995
a 1997. Além disso, foram nomeados 25 mil professores por concurso
público. Outra promessa, que foi alvo de descrédito na última
campanha eleitoral, foi cumprida: a criação da Universidade
Estadual. A Uergs está funcionando em 21 municípios com
dez cursos de graduação e um de especialização,
num total de 1.790 vagas. Até 2003, a Uergs estará em 29
municípios nas 22 regiões do estado.
Até mesmo a Segurança, alvo de severas críticas,
recebeu mais investimentos no governo atual que no governo anterior (2,51
bilhões entre 1999 e 2001 contra 2,41 bilhões de 1995 a
1997). Já os gastos em custeio e investimento são 36% maiores
(R$ 300,3 milhões contra 203,7 milhões de custeio nos três
primeiros anos de cada governo). Ao contrário do que a mídia
quer fazer acreditar, o RS é um dos estados menos violentos do
Brasil. Segundo dados do Ministério da Justiça, o estado
ocupa a 23ª posição no ranking de homicídios
entre as unidades da Federação.
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