Jornal João de Barro - nº268 outubro/2002
jb repórter

Olhos para o campo

A produção agrícola e pecuária foi prioridade no governo Olívio Dutra.
A colheita de grãos é recorde. A agricultura familiar é assistida com crédito seguro.
A agricultura e a pecuária sempre foram o carro-chefe da economia gaúcha. Mas estavam relegadas a segundo plano. No governo da Frente Popular, o RS deu um salto na produção agropecuária. De 1995 a 1998, o PIB agropecuário cresceu 4,3%. Já de 1999 a 2001, cresceu 23,8%. Um crescimento cinco vezes maior que no período anterior. O crescimento do PIB agropecuário gaúcho também ficou bem acima do índice nacional do setor, que foi de 16,9%. A ênfase no setor foi dada à agricultura familiar. Nos últimos três anos, mais de 150 mil famílias de agricultores familiares do estado foram atendidas com crédito subsidiado. Uma das novidades na agricultura foi o retorno ao financiamento do custeio e da comercialização do trigo, cultura que estava desassistida há dez anos. Em três anos e meio, foram concedidos financiamentos de R$ 54 milhões à produtores de trigo, gerando um aumento de 131% na produção. O governo da Frente Popular também implantou o seguro agrícola, uma reivindicação histórica dos trabalhadores rurais. Com as perdas da safra de 2001, o seguro agrícola beneficiou 25.561 agricultores familiares.
Outro ponto de honra do governo de Olívio Dutra foi a realização de uma reforma agrária estadual. Foram beneficiadas com acesso à terra 5,3 mil novas famílias de trabalhadores rurais sem terra. A título de comparação, nos 20 anos anteriores foram assentadas 6,8 mil famílias. Estas, já assentadas, também foram assistidas através de obras de infra-estrutura, crédito e programas de geração de renda. Foram investidos até agora R$ 110 milhões nos assentamentos.

Outros avanços

Até mesmo a segurança, alvo de críticas sem fim, teve mais investimentos.
As mudanças com o governo de Olívio Dutra não se restringiram ao incentivo à indústria local e à agropecuária. O governo petista preocupou-se em promover um desenvolvimento sustentável. Não foi à toa que foi criada a Secretaria Estadual do Meio Ambiente, que implantou diversos programas de preservação e recuperação. Graças a ações de florestamento e reflorestamento, o RS é o único estado brasileiro que conseguiu reverter a curva de desma-tamento.
No setor energético, a política de planejamento e os investimentos realizados, permitiram o aumento da oferta de 46% de energia elétrica. Assim, o RS foi salvo do apagão que causou prejuízos econômicos e transtornos em todo o país. Também foram implantados projetos alternativos de geração de energia, como o programa de Biomassa, na metade sul do estado. A elaboração de um mapa eólico também aponta para a possibilidade concreta de produção de energia a partir do vento.
A Uergs já está em operação em 21 municípios
Além da criação de postos de trabalho devido ao crescimento da indústria e da agricultura, o governo Olívio Dutra também implantou projetos como o Programa de Qualificação Profissional, que, em três anos, ofereceu 552 mil vagas em 461 municípios. Diante do grave problema de desemprego enfrentado em todo o país, a região metropolitana de Porto Alegre foi a que apresentou a maior queda entre todas as pesquisadas pelo Dieese. Enquanto a taxa de desemprego aqui é de 15,9%, na região metropolitana de Salvador, por exemplo, ela chega a 28%.
As áreas sociais receberam 36% a mais de recursos no governo Olívio Dutra em comparação com o governo anterior. Foram R$ 10,9 bilhões entre 1999 e 2001 contra R$ 8 bilhões em quatro anos do governo do PMDB (valores corrigidos pelo IGP-DI para março /2002). Enquanto no governo Britto, 34 hospitais foram descredenciados do SUS, com uma perda de 1.351 leitos, no governo atual, foram recuperados 410 leitos para o SUS. O SUS do RS tem hoje a melhor avaliação do país entre os usuários.
A educação também recebeu um aporte maior de recursos: R$ 7,2 bilhões de 1999 a 2001 contra R$ 6,1 bilhões de 1995 a 1997. Além disso, foram nomeados 25 mil professores por concurso público. Outra promessa, que foi alvo de descrédito na última campanha eleitoral, foi cumprida: a criação da Universidade Estadual. A Uergs está funcionando em 21 municípios com dez cursos de graduação e um de especialização, num total de 1.790 vagas. Até 2003, a Uergs estará em 29 municípios nas 22 regiões do estado.
Até mesmo a Segurança, alvo de severas críticas, recebeu mais investimentos no governo atual que no governo anterior (2,51 bilhões entre 1999 e 2001 contra 2,41 bilhões de 1995 a 1997). Já os gastos em custeio e investimento são 36% maiores (R$ 300,3 milhões contra 203,7 milhões de custeio nos três primeiros anos de cada governo). Ao contrário do que a mídia quer fazer acreditar, o RS é um dos estados menos violentos do Brasil. Segundo dados do Ministério da Justiça, o estado ocupa a 23ª posição no ranking de homicídios entre as unidades da Federação.