| CAMPANHA
SALARIAL
A má vontade da Caixa
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A
direção da Caixa se recusa a cumprir as cláusulas
do acordo assinado com os representantes dos bancos. O recebimento
da convenção coletiva da Fenaban ocorreu depois de
muito protesto por parte dos representantes dos empregados, já
que os diretores se recusavam a receber o documento. Na entrada
da Matriz, a diretoria da Caixa colocou seguranças, que tentaram
impedir os sindicalistas de entrarem no prédio. A convenção
foi entregue no dia 27 de setembro. A Caixa continua a negociar
com a Contec, que apresentou uma proposta considerada demagógica
pelos representantes dos empregados. "É uma pro-posta
oportunista que serve para tentar legitimar a Contec como interlocutora
dos em-pregados na mesa de negociação", afirma
o diretor de Relações do Trabalho da APCEF, Júlio
Teixeira. "
Além de não negociar com a categoria, a diretoria
da Caixa ainda aproveita os últimos dias de comando para
promover a mudança no estatuto da empresa. A al-teração
no estatuto realizada através de decreto-lei, cria novos
cargos para o alto escalão. O movimento dos empregados divulgou
carta aberta aos clientes con-testando as mudanças clas-sificadas
de "casuísticas" e "exemplo de uma política
que prima pelo autoritarismo e desrespeito a clientes e trabalhadores
da empresa". |
POSSE
NA FUNCEF
O empregado da Caixa eleito para o Conselho Deliberativo da Funcef,
Carlos Caser, passa a ocupar a Diretoria de Controladoria da Fun-dação.
Caser tomou posse no dia 1º de outubro afir-mando a necessidade
de "participação dos asso-ciados na gestão,
trans-parência absoluta e a construção de uma
Funcef como um dos fundos de pensão mais sólidos do
país, com a certeza de que os recursos não serão
usados para outros inte-resses que não seja o de garantir
o pagamento das aposentadorias e pen-sões".
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PRAIA
REAL
Os adquirentes de terrenos na Praia Real estão sendo convidados
a participar de uma reunião no dia 15 de novembro, às
10 horas, na Colônia B da APCEF (Av. Cel. Marcos, 851), onde
serão discutidos alguns encaminhamentos.
A comissão encarregada de acompanhar o desenrolar dos processos
orienta aos adquirentes que não prestem informações,
não procedam pagamentos e nem assinem qualquer documento
que seja apresentado sobre qualquer questão do lotea-mento
sem antes entrar em contato com a APCEF. Também está
sendo solicitado que sejam atualizados os dados relativos aos lotes
adquiridos, para possibilitar maior êxito nas demandas em
andamento que buscam a solução das pendências
relacionados à aquisição dos terrenos. |
TERCEIRIZAÇÃO
Cooperativas fantasmas
A contratação
de prestadoras de serviços continua proibida na Caixa.
Já algumas cooperativas não agem no princípio cooperativista.
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A
contratação de empresas terceirizadas continua proibida
na Caixa por determinação da Justiça. Mas
o movimento dos empregados está recebendo denúncias
de violação da decisão. Além de des-cumprir
uma ordem judicial, a Caixa ainda contrata cooperativas que em
muitos casos tem só o nome de cooperativa, já que
são administradas como uma empresa, onde os cooperati-vados
que deveriam participar da gestão apenas cumprem ordens.Em
Porto Alegre, a Cooptel, responsável pela área de
digitação, alegando não ter saldo nos fundos
de reserva para quitação de débitos decorrentes
de recla-matórias trabalhistas, convocou todos os seus
sócios a pagarem os valores aos reclamantes na Justiça
do Trabalho que tiveram reconhecida a sua relação
de trabalhador. Cada associado foi convocado a pagar R$ 75. Em
correspondência encaminhada aos associados, a direção
da cooperativa faz a ameaça de "inscrever no banco
de dados do sistema cooperativista todas as pessoas de má
fé que pretendiam auferir o ganho fácil na Justiça
do Trabalho, inclusive aqueles que tiveram derrota na sua intenção". |
O diretor
da APCEF Irineu Foschiera alerta para a gravidade da situação.
"Esses trabalhadores não têm direito a férias,
ao décimo terceiro salário, ao FGTS e outros benefícios
garantidos e ainda sofrem ameaças", diz Foschi-era. "O
reconhecimento pela Justiça de vínculo empre-gatício
com a empresa prova que não existe relação de coo-perativismo",
acrescenta.
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