| A
hora é agora
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Caro
leitor, o momento que vivemos no Brasil exige um posicionamento. As eleições
para presidente da República e para governador do Rio Grande do
Sul mostram claramente dois projetos de governo. No plano nacional, apresenta-se
o projeto que conhecemos há muito tempo. É impossível
citar em poucas linhas todos os malefícios que trouxe para o povo
brasileiro. As políticas de exclusão social foram freqüentes.
Os direitos trabalhistas foram atacados, a idade mínima para aposentadoria
foi aumentada, os brasileiros sofrem com os aumentos da cesta básica,
de medicamentos, de serviços de energia elétrica, telefone,
gás e combustível e os salários sofrem defasagem
a cada dia. Um projeto que beneficiou os banqueiros, os donos da grande
imprensa, que cumpriu todos os mandamentos do Fundo Monetário Internacional
que, em contrapartida, exige cada vez mais restrições ao
desenvolvimento do país.
De outro lado, existe um projeto que já mostrou que é possível
governar para a maioria, que é possível atender às
necessidades da população, como ocorre no governo do RS.
Um projeto que prioriza o bem público, o respeito à cidadania.
Um projeto de inclusão, de valorização da vida das
pessoas e do que elas podem fazer melhor, que não destina grandes
somas de dinheiro para uma única empresa, mas que investe para
que várias empresas possam desenvolver mais empregos e com valorização
ao trabalhador. O projeto que quer eleger Lula presidente defende um Brasil
mais justo e com igualdade para todos.
O governo da Frente Popular no RS recebeu em 1998 um estado em crise financeira
e social. Um estado desmontado pelos diversos governos que estiveram no
poder. Apesar disso, foi possível reconstruir e investir em áreas
antes relegadas a segundo ou terceiro planos. Os investimentos nas áreas
de saúde, educação, agricultura, segurança
e habitação receberam mais investimentos do que nos governos
anteriores. As prioridades de governo foram invertidas. A população
decide através do Orçamento Participativo qual projeto é
mais urgente e onde quer os investimentos. O comprometimento do governo
da Frente Popular é com a sociedade e não com alguns setores
ou algumas empresas.
O contrário disso tudo é representado pelo candidato do
PMDB, Germano Rigotto, em um partido que já governou o estado e
já mostrou quais são seus objetivos. Esse projeto é
voltado para uma pequena parcela da população. O candidato
representa no estado o mesmo projeto do governo Fernando Henrique e José
Serra e já mostrou quais as suas prioridades quando foi líder
do governo no Congresso.
Por todas essas questões e acreditando que é preciso um
posicionamento claro de todos os movimentos sociais é que a diretoria
da APCEF, a CUT nacional e estadual e os delegados do XVIII Conecef declararam
apoio às candidaturas de Lula e Tarso. Essa decisão não
é momentânea, mas está arraigada em um projeto político
para o país que congrega toda a sociedade. Por acreditarmos num
mundo melhor é que queremos começar construindo um país
igual para todos. A responsabilidade por um país justo é
de todos e não apenas dos governantes, mas para isso a população
precisa de oportunidade para mostrar o que pensa e o que quer. Essas oportunidades
não surgiram em governos que priorizam os interesses externos aos
locais e que incentivam grupos econômicos internacionais ao invés
de investir na produção local. Queremos um Brasil e um estado
para todos por isso queremos Lula presidente e Tarso governador, pois
como afirmou o músico Yamandu Costa ao ser questionado sobre seu
voto em Lula "Porque fui mal acostumado: cresci em Porto Alegre,
na ótima administração do PT. Aprendi o que é
cidadania. Quero o mesmo para todo o país. "
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