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Fórum Social 2003 vem aí
O lançamento da terceira edição
do Fórum Social Mundial, realizado em Porto Alegre no dia 23 de
setembro, teve como grande destaque o processo de mundialização
do debate em torno da criação de alternativas ao modelo
neoliberal. O principal objetivo do 3º FSM será elaborar estratégias
para a implementação das alternativas e propostas levantadas
nas duas edições anteriores.
O Fórum acontece na capital gaúcha de 23 a 28 de janeiro.
Mas antes disso, vão ocorrer uma série de eventos paralelos
e preparatórios. De 16 a 19 de janeiro ocorre em Belém (PA),
o Fórum Social Pan-Amazônico. Já os Fóruns
Sociais Regionais Europeu e Asiático serão realizados, respectivamente,
de 7 a 10 de novembro deste ano, em Florença, Itália, e
de 2 a 7 de janeiro do ano que vem em Hyderabad, Índia. Está
em discussão ainda a realização de um Fórum
Temático Palestina, cujo tema seria a militarização
dos conflitos no Oriente Médio.
A importância de Porto Alegre no fomento da discussão mundial
foi enfatizada pela representante do Fórum Social Europeu, Nádia
de Mond. Ela disse que o evento de Florença será o primeiro
grande momento de união da resistência européia à
globalização. "Esperamos cerca de 30 mil pessoas e
devemos isso ao Fórum de Porto Alegre, que é o pai e a mãe
deste processo".
Já o governador do RS, Olívio Dutra, disse que os eventos
realizados em outras partes do mundo trarão avanço para
as reflexões do Fórum de Porto Alegre. "Um outro mundo
é possível porque somos milhares a sonhar este sonho. Queremos
a globalização da paz e da democracia, um mundo baseado
na convivência pacífica, no desenvolvimento auto-sustentável
e respeito ao meio ambiente. E juntos iremos construir o mundo que sonhamos",
afirmou Olívio Dutra.
A comissão organizadora espera a participação de
100 mil pessoas no Fórum Social Mundial 2003.
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1,577 bi
Foi
o aumento autorizado pelo governo federal nos gastos dos ministérios
para este ano. O anúncio do reforço foi feito três
dias após a confirmação de que haveria segundo turno
nas eleições presidenciais. Em menos de um mês, foi
a segunda vez que o governo liberou dinheiro para os ministérios.
Negam-se, evidentemente, objetivos eleitoreiros.
Esquerda
cresce
Os
partidos de esquerda foram os grandes vencedores do primeiro turno das
eleições. Na Câmara dos Deputados, o PT será
o partido com o maior número de cadeiras. Passa das atuais 58 para
90, que representa um aumento de mais de 55%. Na atual legislatura, o
PT é a quarta maior bancada. Já o PSB passa de 16 para 24
deputados federais e o PCdoB, de 10 para 12. No Senado, ocorre a mesma
coisa. O PT passa de 8 para 14 senadores. O PSB mantém três
senadores.
Direita
diminui
Na
Câmara Federal, o maior partido na legislatura atual, o PFL, que
tem 98 deputados perde 14 e fica com 84. Com o PSDB, o baque foi maior.
Perde 22 deputados, passando de 94 para 72. O PMDB passa de 87 para 73
deputados federais. O PPB diminui de 53 para 49. E o PTB, de 33 para
26.Estaduais
O PT
também vai ser tornar o partido com o maior número de deputados
estaduais do país, saltando dos 90 atuais para 148 a partir de
janeiro. Já o PMDB perde a primeira colocação e vai
para a terceira, diminuindo de 176 para 136 parlamentares nas assembléias
legislativas. Já o segundo lugar continua com o PSDB, que também
perdeu em número: baixa de 152 para 137. O PFL, por sua vez, foi
o que mais perdeu vagas de deputados estaduais: 31. Caem de 151 para 120.
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Você
já percebeu que o futuro do Rio Grande do Sul e do Brasil está
na ponta do seu dedo? Para onde você vai apontar?
Balanço
de números
Os
partidos da coligação Lula Presidente (PT, PL, PCdoB, PCB
e PMN) aumentam a bancada na Câmara em 39 cadeiras. Já a
coligação de Serra (PSDB e PMDB) fica com 36 deputados federais
a menos. No Senado, a coligação de Lula ganha oito senadores
e a de Serra perde 6.
Força
das mulheres
A partir de
2003, o Brasil vai ter o Congresso mais feminino da sua história.
Foram eleitas em 6 de outubro, 42 deputadas federais, um crescimento de
45% em relação às eleições de 1998. Já
no Senado, dez cadeiras serão ocupadas por mulheres, duas que continuam
seus mandatos e oito que foram eleitas agora. Apesar dos avanços,
há muito espaço para ser conquistado. Apenas 8,2% das vagas
na Câmara e 12,3% do Senado serão ocupados por mulheres.

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