Jornal João de Barro - nº268 outubro/2002
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O Fórum Social 2003 vem aí

O lançamento da terceira edição do Fórum Social Mundial, realizado em Porto Alegre no dia 23 de setembro, teve como grande destaque o processo de mundialização do debate em torno da criação de alternativas ao modelo neoliberal. O principal objetivo do 3º FSM será elaborar estratégias para a implementação das alternativas e propostas levantadas nas duas edições anteriores.
O Fórum acontece na capital gaúcha de 23 a 28 de janeiro. Mas antes disso, vão ocorrer uma série de eventos paralelos e preparatórios. De 16 a 19 de janeiro ocorre em Belém (PA), o Fórum Social Pan-Amazônico. Já os Fóruns Sociais Regionais Europeu e Asiático serão realizados, respectivamente, de 7 a 10 de novembro deste ano, em Florença, Itália, e de 2 a 7 de janeiro do ano que vem em Hyderabad, Índia. Está em discussão ainda a realização de um Fórum Temático Palestina, cujo tema seria a militarização dos conflitos no Oriente Médio.
A importância de Porto Alegre no fomento da discussão mundial foi enfatizada pela representante do Fórum Social Europeu, Nádia de Mond. Ela disse que o evento de Florença será o primeiro grande momento de união da resistência européia à globalização. "Esperamos cerca de 30 mil pessoas e devemos isso ao Fórum de Porto Alegre, que é o pai e a mãe deste processo".
Já o governador do RS, Olívio Dutra, disse que os eventos realizados em outras partes do mundo trarão avanço para as reflexões do Fórum de Porto Alegre. "Um outro mundo é possível porque somos milhares a sonhar este sonho. Queremos a globalização da paz e da democracia, um mundo baseado na convivência pacífica, no desenvolvimento auto-sustentável e respeito ao meio ambiente. E juntos iremos construir o mundo que sonhamos", afirmou Olívio Dutra.
A comissão organizadora espera a participação de 100 mil pessoas no Fórum Social Mundial 2003.

 

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Foi o aumento autorizado pelo governo federal nos gastos dos ministérios para este ano. O anúncio do reforço foi feito três dias após a confirmação de que haveria segundo turno nas eleições presidenciais. Em menos de um mês, foi a segunda vez que o governo liberou dinheiro para os ministérios. Negam-se, evidentemente, objetivos eleitoreiros.

Esquerda cresce
Os partidos de esquerda foram os grandes vencedores do primeiro turno das eleições. Na Câmara dos Deputados, o PT será o partido com o maior número de cadeiras. Passa das atuais 58 para 90, que representa um aumento de mais de 55%. Na atual legislatura, o PT é a quarta maior bancada. Já o PSB passa de 16 para 24 deputados federais e o PCdoB, de 10 para 12. No Senado, ocorre a mesma coisa. O PT passa de 8 para 14 senadores. O PSB mantém três senadores.

Direita diminui
Na Câmara Federal, o maior partido na legislatura atual, o PFL, que tem 98 deputados perde 14 e fica com 84. Com o PSDB, o baque foi maior. Perde 22 deputados, passando de 94 para 72. O PMDB passa de 87 para 73 deputados federais. O PPB diminui de 53 para 49. E o PTB, de 33 para

26.Estaduais
O PT também vai ser tornar o partido com o maior número de deputados estaduais do país, saltando dos 90 atuais para 148 a partir de janeiro. Já o PMDB perde a primeira colocação e vai para a terceira, diminuindo de 176 para 136 parlamentares nas assembléias legislativas. Já o segundo lugar continua com o PSDB, que também perdeu em número: baixa de 152 para 137. O PFL, por sua vez, foi o que mais perdeu vagas de deputados estaduais: 31. Caem de 151 para 120.

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Balanço de números
Os partidos da coligação Lula Presidente (PT, PL, PCdoB, PCB e PMN) aumentam a bancada na Câmara em 39 cadeiras. Já a coligação de Serra (PSDB e PMDB) fica com 36 deputados federais a menos. No Senado, a coligação de Lula ganha oito senadores e a de Serra perde 6.

Força das mulheres
A partir de 2003, o Brasil vai ter o Congresso mais feminino da sua história. Foram eleitas em 6 de outubro, 42 deputadas federais, um crescimento de 45% em relação às eleições de 1998. Já no Senado, dez cadeiras serão ocupadas por mulheres, duas que continuam seus mandatos e oito que foram eleitas agora. Apesar dos avanços, há muito espaço para ser conquistado. Apenas 8,2% das vagas na Câmara e 12,3% do Senado serão ocupados por mulheres.