| Redução da jornada
A redução da jornada de trabalho é uma bandeira que precisa ser empunhada por todos os sindicatos, associações e entidades de trabalhadores do Brasil. Para ajudar nesse engajamento, a CUT e o Dieese mantém na internet um fórum eletrônico sobre esse tema. No endereço www.tempolivre.org.br, o internauta vai encontrar informações relativas à história das lutas pela redução da jornada de trabalho, entrevistas, artigos e estatísticas sobre o assunto. Também estão disponíveis os projetos de lei, propostas e resoluções das centrais sindicais que visam a construir uma proposta unificada. A experiência da França mostra que a redução da jornada de trabalho pode ser uma grande saída para a geração de emprego e o crescimento econômico. Segundo informação do site, entre 1997 e 2001 foram gerados 1,6 milhão de novos empregos naquele país, dos quais cerca de 500 mil são atribuídos à semana de 35 horas introduzidas no governo Leonel Jospin. Se a idéia vingar no Brasil, o desemprego poderia recuar também por aqui. É o que pensa o presidente da CUT, João Felício. Suas idéias sobre o tema estão presentes em entrevista do sítio. "A CUT está convencida de que uma redução de 10% na jornada de trabalho brasileira pode gerar 1,7 milhão de novos empregados", afirma Felício. A luta pela redução da jornada de trabalho não se justifica apenas pelo aumento dos postos de trabalho que poderia ocasionar. Seria uma forma também de conquistar mais tempo livre para a família, o lazer, a cultura e a educação, esclarece o presidente da CUT. De fato, o tempo despendido pelo ser humano para trabalhar tem diminuído ao longo dos séculos. Chegou a ser de 4 mil horas por ano no século XVIII. Hoje, nos países mais desenvolvidos a jornada anual média é de 1800 horas. A Holanda tem a menor jornada do mundo: 1400 horas. No Brasil, trabalha-se em média 2.100 horas por ano. 18% ou 8% Todo mês, o brasileiro é bombardeado com a notícia dos índices de desemprego no país. Mas você já notou que existe uma grande diferença entre os índices divulgados? Você sabe por quê? Duas pesquisas Existem duas pesquisas nacionais que medem o nível de desemprego. Uma delas é a PME (Pesquisa Mensal de Emprego), do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A outra é a PED (Pesquisa de Emprego e Desemprego), coordenada pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos) em parceria com fundações estaduais, como a Fundação de Economia e Estatística (FEE), no RS, e a Fundação Seade, em SP. Diferenças As duas pesquisas apresentam resultados bem diferentes. No mês de junho, por exemplo, a PME apontou um índice de 8,73% de desemprego na região metropolitana de São Paulo. Já a PED apurou um índice de 18,8%. Há entre as duas pesquisas uma diferença de 10.07 pontos percentuais. Diferenças 2 Acontece que as duas pesquisas utilizam metodologias diferentes para contabilizar o número de desempregados. A PED utiliza a metodologia da OIT (Organização Internacional do Trabalho) e divide o desemprego em três categorias: aberto; oculto por desalento e oculto por trabalho precário. Já a PME considera apenas o desemprego aberto. Diferenças 3 O desemprego aberto mede o número de pessoas que procuraram emprego nos sete dias anteriores à pesquisa. Já o desemprego oculto por desalento é aquele em que as pessoas desistiram de procurar emprego por não acreditarem mais que conseguirão novo posto no mercado de trabalho. E a terceira categoria medida pela PED são os casos em que a falta de emprego é mascarada pela informalidade, o famoso "bico". ? E agora? Como os países da América Latina deixarão de ser reféns do capital especulativo mundial? Conflitos no campo O número de assassinatos no campo em 2001 aumentou 40% em relação ao ano anterior. Foram 29 mortes em 2001 contra 21 ocorridas em 2000. Os dados constam do Relatório de Conflitos no Campo 2001, divulgado no final de julho pela Comissão Pastoral da Terra (CPT). O relatório apontou ainda um aumento de 519% no trabalho escravo. As vítimas saltaram de 465 no ano de 2000 para 2.426 no ano passado. A CPT também divulgou que os trabalhadores rurais realizaram no ano passado 493 manifestações envolvendo 478.775 pessoas. De acordo com a Comissão, é o maior número de manifestação já registrado no relatório. Previ A chapa 2, apoiada pelo movimento sindical bancário, venceu as eleições do fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil com 71% dos votos (51.143 votos de um total de 71.814 votantes). Já a chapa 1, composta por superintendentes e gerentes executivos da direção geral do banco, obteve 13.713 votos. As eleições definiram os novos representantes dos associados nos conselhos Deliberativo e Fiscal da Previ. ENCONTRO ESTADUAL DOS EMPREGADOS e EMPREGADAS DA CAIXA Campanha salarial, eleição da Coordenação Estadual dos empregados e empregadas da Caixa, eleição dos representantes do RS no Comando Nacional dos Empregados, eleição dos representantes do RS na Comissão Executiva dos Empregados. Local
Colônia A da APCEF (Av. Cel. Marcos, 627) |
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